O Conceito de Agência

Para Lagrou, baseando-se no pensamento de autores como Alfred Gell, a "agência" na arte indígena reside na capacidade que o objeto possui de atuar no mundo. Um objeto indígena não é apenas um recipiente de um significado estático; ele é um mediador.

Ao produzir um artefato, o artista indígena não está apenas reproduzindo um padrão cultural. Ele está realizando um processo de "fazer ver". O objeto torna visíveis forças, entidades e cosmologias que, de outra forma, seriam invisíveis. Ele tem a capacidade de afetar quem o observa, de proteger quem o usa e de estabelecer relações entre o humano e o não-humano.


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